Armando Guebuza
Político moçambicano, Armando Emílio Guebuza nasceu a 20 de Janeiro de 1943, em Murrupula, na província de Nampula.

Aos 20 anos foi eleito presidente do Núcleo de Estudantes Africanos em Moçambique e na mesma altura ingressou na Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) para combater o poderio colonial português. Guebuza passou a integrar as chefias da FRELIMO em 1968, no decorrer do segundo congresso do partido, que decorreu em plena guerra da independência.

Após a independência foi ministro de várias áreas nos governos liderados pelo primeiro presidente de Moçambique, Samora Machel. Guebuza por duas vezes foi ministro do Interior (1975-77 e 1983-85) , vice-ministro da Defesa (1980) e ministro-residente na Província de Sofala (1981-83). Na sua primeira passagem pelo gabinete do Interior ordenou a saída dos portugueses de Moçambique em 24 horas, apenas com vinte quilos de bagagem.

Durante a sua segunda passagem por este ministério esteve envolvido, em 1983, num delicado caso protagonizado pelo governo da Frelimo. A "Operação Produção" obrigou os desempregados a abandonar as cidades de Maputo e da Beira rumo à província do Niassa no norte do país. Em 1984 Armando Guebuza desentendeu-se com Samora Machel, por não querer assumir o cargo de governador de Nampula. Após a morte do presidente Machel em 1986, Guebuza foi nomeado para dirigir a comissão de inquérito que investigou as causas da queda do avião onde viajava o líder de Moçambique. No entanto, o inquérito nunca foi concluído porque o regime de Apartheid da África do Sul, sobre o qual recaíam algumas suspeitas, não cooperou nas investigações.

No primeiro governo de Joaquim Chissano, que sucedeu a Machel, Guebuza foi nomeado ministro dos Transportes. No entanto, a sua acção política mais marcante foi a chefia da delegação governamental que durante dois anos negociou, em Roma, na Itália, as tréguas com a Resistência Nacional de Moçambique RENAMO. O tratado de paz foi assinado a 4 de Outubro de 1992. Guebuza envolveu-se então na implementação do tratado de paz que levou à realização, pela primeira vez em Moçambique, de eleições multipartidárias, em 1994. No final desse mesmo ano, foi eleito líder do grupo parlamentar da FRELIMO e reeleito para o mesmo cargo após as eleições de 1999.

Em Junho de 2002, o Comité Central da FRELIMO elegeu Armando Guebuza secretário-geral e, consequentemente, candidato do movimento às eleições presidenciais de 2004. A 21 de Dezembro, a vitória da FRELIMO, por maioria, foi anunciada, permitindo assim que Armando Guebuza se tornasse o terceiro presidente de Moçambique.

Guebuza, paralelamente à política, desenvolveu uma bem sucedida carreira no mundo dos negócios, nas áreas da banca, contentores, cervejas, entre outras, sendo um dos homens mais ricos de Moçambique.
20-01-2015