FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique)
Movimento anticolonialista, de orientação marxista-leninista, fundado em 1962 por Eduardo Mondlane. Após dez anos de luta armada contra Portugal, foi assinada a independência, em 25 de Junho de 1975, tornando-se Samora Machel, o chefe carismático deste movimento, o primeiro presidente da República Popular de Moçambique.

Em 1984, Samora Machel e o presidente da África do Sul encontraram-se para assinar os acordos de paz de Nkomati. A 20 de Outubro de 1986, Samora Machel morreu num desastre de aviação, sendo substituído na Presidência da República por Joaquim Chissano.

Em 1989, a FRELIMO abandonou o marxismo-leninismo, por ver que esse sistema não se adaptava à África.

De 1975 a 1992, a FRELIMO esteve em guerra civil com a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO). A 4 de Outubro de 1992 fizeram-se os acordos gerais de paz entre a FRELIMO e a RENAMO, e em Agosto de 1994 tiveram lugar eleições gerais, nas quais a FRELIMO obteve maioria absoluta. Em Dezembro desse mesmo ano, o Parlamento foi instalado, Joaquim Chissano foi investido como presidente da República e foi nomeado um novo Governo. Em finais de 1999, Joaquim Chissano foi reeleito e a Frelimo manteve a maioria parlamentar.
30-12-2014